Tenho visto com certa frequência profissionais dizendo ser difícil cobrar um preço justo pelo atendimento fisioterapêutico, principalmente o especializado.
Uma coisa lhes digo, a fisioterapia é uma área em ampla expansão, e não acho que seja uma área ruim de se trabalhar.
Se imaginarmos que estima-se que mais de 80% da população sofre de dores na coluna, podemos ter em potencial mais de 152 milhões de brasileiros como pacientes em potencial! Só contando coluna, agora imagine todas as áreas de atuação!
O diferencial é importante, a maneira com que vende e oferece seus serviços faz toda diferença.
O paciente não quer ser tratado em coletividade, não quer ser uma patologia, uma abordagem individualizada faz toda diferença.
Se conseguir fazer seu paciente entender que pagando um pouco mais terá uma atenção maior (somente ele durante toda a sessão), menor número de sessões semanais e no total, recuperação mais rápida etc.
Não é nova a expressão tempo é dinheiro, então saiba explicar que uma sessão de fisioterapia especializada por semana terá o mesmo efeito (senão mais) que 5 sessões diárias, então a economia não é só no tempo, mas também no investimento.
Outra maneira fácil é mostrar que o tratamento não é caro se comparado a outros gastos, como por exemplo: manicure corte de cabelo etc, de forma alguma quero aqui duvidar da importância desses profissionais, mas viram como é relativo o "caro" para tratar a saúde e o "caro" para cuidar da aparência?
A valorização profissional é feita primeiramente pelo profissional, e só é possível com a remuneração adequada.
Concorrência deve ser por melhores serviços e não por menores preços. Precisamos de COOPERAÇÃO e não de COMPETIÇÃO.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
OSTEOPATIA E QUIROPRAXIA
Muitas vezes me perguntam sobre as diferenças entre a Osteopatia e a Quiropraxia.
Ambas são especialidades da Fisioterapia, são terapias manuais e sem dúvida são muito eficientes, se olharmos para a criação das técnicas encontramos muitas diferenças, desde a idealização por seus autores (Still e Palmer), filosofia etc, porém, essas diferenças foram ao longo dos anos diminuindo.
As duas especialidades atualmente possuem muito mais semelhanças que diferenças, e na minha opinião dentro de algum tempo irão se diferenciar somente no nome, porque tecnicamente serão uma coisa só!
Vejamos a quantidade de autores formados nas duas areas, a grade curricular são muito próximas e muito de uma foi incluido na outra e vice-versa.
A maior dificuldade é a de não existir uma nomenclatura única que defina as técnicas, pois mesmo dentro da própria Osteopatia a monenclatura varia de uma escola para outra.
Muitas vezes pessoas me perguntam sobre que especialista devam procurar, Osteopatia ou Quiropraxia, sempre respondo que desde que seja um bom profissional, ambos terão bons resultados, mas faço uma observação, que procurem por um especialista, ou alguém que cursou uma pós graduação, ou seja uma formação completa, com duração de 1.500 horas, saibam que é minha opinião e desde já explico minha posição.
Segundo a resolução 220 do COFFITO, que dispõe sobre a Osteopatia e Quiropraxia como Especialidade do Fisioterapeuta, e considerando a complexidade do tema, resolve que a duração do curso seja de 1.500 horas, com 1\3 (500 horas) seja de atividades práticas e com duração mínima de 2 anos, o que concordo plenamente com essa resolução, é uma área extremamente complexa e necessita realmente de um tempo diferenciado, com prática, sendo durante a mesma que o profissional coloca em pratica o que aprendeu, colocação das mãos, vetor de movimento, quantidade de força, sensação final, sem essa carga horaria e prática muitas vezes o profissional chega cru para atender o paciente e acaba "praticando" no consultório.
Outra resolução a 398 que disciplina a Especialidade Profissional de Osteopatia e resolução 399 qual disciplina a Especialidade Profissional de Quiropraxia, ambas englobam as competências e condicionam o conhecimento de diversas disciplinas e tratam de outras competências.
A Resolução 377 que dispõe sobre o registro de título de Especialidade Profissional em Fisioterapia, dispõe sobre a prova de títulos, sendo necessário a aprovação no exame de conhecimento e prova de títulos na especialidade requerida, sendo levado em consideração os cursos (formação) e tempo de experiencia profissional e outras. (www.coffito.org.br Resoluções 220, 398,399 e 370).
Ainda sim existem bons profissionais que não possuem título de especialista ou que tenha cursado uma pós graduação com 1500horas, profissionais com grande experiencia profissional.
Ainda sim penso eu ser extremamente importante que o profissional passe por uma formação completa.
Outro conselho é que procure por um FISIOTERAPEUTA especialista (Osteopatia ou Quiropraxia).
Sendo um Fisioterapeuta ele tem uma autarquia federal que o fiscaliza (tanto técnica e eticamente), portanto, a qualquer ato de imperícia, infração ética ou qualquer outro fato que saia da normalidade você terá a quem recorrer: ao CREFITO. E em cima disso faço um alerta: existe um lobby internacional fortíssimo para o reconhecimento da quiropraxia como profissão, muitas universidades abrem cursos que mais tarde seus alunos terão problemas com a atuação profissional, essa falta de respeito com a legislação brasileira vem de fora e encontra apoio em instituições mercenárias aqui do Brasil, é mais ou menos como se alguem fosse à sua casa e mudasse seus hábitos e costumes, portanto, procure por um FISIOTERAPEUTA!
OSTEOPATIA e QUIROPRAXIA são especialidades do FISIOTERAPEUTA.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Dor e Stress
As emoções tem um papel importante na percepção da dor, podendo alterar o limiar da dor (diminuindo ou amplificando).
Não é raro pacientes em tratamento de depressão apresentar dores crônicas e mesmo os pacientes com queixa de dores por um longo período costumam apresentarem sinais e sintomas de stress e depressão, durante muito tempo isso não foi levado em conta, muitas vezes era até levantadas algumas suspeitas sobre a existência de tais dores.
Conforme o estudo do cérebro foi sendo mais aprofundado e conhecido os circuitos neurais a abordagem e a compreensão desses pacientes foi mudando drasticamente.
Atualmente sabe-se que alguns neurotransmissores envolvidos nos quadros de depressão estão envolvidos também na sensação de dor. Outro fato é a integração das fibras de dor com o sistema límbico (emoções), o que explica muitas vezes a vontade de xingar quando nos machucamos, essas fibras nociceptivas (fibras de dor) também tem conexões com a formação reticular, que alem de outras funções controla o sono, pois isso a dor muitas vezes é pior a noite, e a falta do sono trás também consequências terríveis nos quadros de stress e depressão.
Segundo algumas pesquisas o Brasil está entre os países mais estressados, e com a auto-medicação temos visto abuso de analgésicos que na maioria das vezes não traz beneficio ao paciente.
O grande problema que nem sempre é fácil detectar quando o paciente apresenta realmente uma dor física, uma dor psicossomática ou mesmo se o quadro psicológico esta amplificando a dor física, existem algumas pistas mas não é uma regra, mas vale a pena ficar atento se o paciente apresenta histórico de depressão, distúrbios do sono, gastrite, queixas sobre o dia-a-dia no trabalho, em casa ou na escola, cefaleia, quadros de tristeza sem motivo, fadiga (cansaço), ganho ou perda de peso alterações do apetite), se a dor encontra-se presenta há mais de 3 meses (dor crônica).
O trabalho com uma equipe multidisciplinar com certeza é de grande utilidade, pois a visão de outros profissionais pode ajudar a diferenciar um paciente com dor psicossomática.
O tratamento quando detectada a presença do fator emocional no paciente deve ser por uma equipe multidisciplinar, abordando todos os aspectos que possam estar envolvidos no quadro do paciente, negligenciar a intervenção de outros profissionais é arriscar piorar a situação do paciente, podendo entrar num ciclo vicioso perigoso onde a dor piora o stress que aumenta a dor e assim por diante.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
DOR CRÔNICA
A dor é um importante mecanismo de defesa do nosso corpo,
ela informa que algo não está normal no nosso organismo, sem ela por exemplo
não sentiríamos que quebramos um osso e sem a devida proteção poderíamos
agravar a lesão, ela também informa sobre um potencial dano aos tecidos, como
colocar a mão sobre uma superfície quente.
Acontece que quando ela se torna constante isso se torna um
grande problema, a DOR CRÔNICA. Segundo a Organização Mundial da Saúde OMS uma
em cada cinco pessoas sofrem com dores crônicas.
A dor crônica pode ser definida como uma dor com duração
superior a 3 meses, ou por um período superior ao estimado para a recuperação
do paciente.
O problema é bem complexo e causa impactos na qualidade de
vida dos indivíduos acometidos pela dor e também impactos na economia,
estima-se que só nos EUA as dores crônicas causam prejuízos de mais de 210
bilhões de dólares (entre tratamentos, faltas ao trabalho e baixa produtividade
dos trabalhadores com dor).
As mulheres são mais acometidas que os homens, cerca de 34%
das mulheres e 20% dos homens apresentam dores crônicas.
Muitos estudos são feitos para entender e amenizar esse
problema, o que se sabe é que o fator emocional tem fortes influencias na
perpetuação e na amplificação das dores, e muitas vezes relação direta com o
aparecimento das mesmas.
Os estudos apontam que as origens das dores crônicas são
complexas, assim como não existe um tratamento único que resolva todos os
problemas, mas a associação de alguns medicamentos com tratamentos físicos e
psicológicos são os que apresentam resultados mais satisfatórios.
Recentemente foi descoberto que o bloqueio dos canais de
cálcio das membranas celulares inibe a transmissão do estímulo doloroso o
desafia agora é criar fármacos que atuem apenas nas células responsáveis pela
dor.
Dentre os locais mais comuns de dores crônicas estão a
coluna vertebral (22%), as pernas e os pés (20%), o peito (17%) e a cabeça
(16%).
Dentre os tratamentos fisioterapêuticos se destacam as
terapias manuais (Osteopatia, RPG, Terapia Crânio-sacral), massagens,
hidroterapia e uso das correntes elétricas (TENS), acupuntura e outras.
Sob o ponto de vista global algumas das dores persistentes
tem como origem o desequilíbrio das estruturas corporais e por essa razão, por
mais que se tomem medicamentos ou submeta o paciente a tratamentos
convencionais a dor irá persistir, pode até diminuir de intensidade, mas sem a
correção estrutural, ou seja, a correção dessas estruturas, a dor irá se
perpetuar.
Muitas das patologias degenerativas que são responsáveis
pelas dores crônicas tem origem nas alterações funcionais do corpo.
Como não existe ainda uma única técnica ou método 100%
eficaz, a equipe multidisciplinar é a melhor opção para o combate da dor
crônica, médicos, fisioterapeutas e psicólogos, o entrosamento entre esses
profissionais pode fazer a diferença para aqueles que sofrem de dor crônica.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Dores na Coluna: Uma verdadeira Epidemia!
As dores na coluna podem ser consideradas uma verdadeira
epidemia devido ao elevado índice de acometidos e pelo impacto na economia
mundial.
O mundo todo paga um alto preço pela falta de politicas de
prevenção das dores na coluna, se apenas isso não bastasse falta muitas vezes
qualificação profissional para atender esse número cada vez maior de pacientes.
No Brasil é a terceira causa de aposentadoria precoce e a
segunda causa de faltas ao trabalho, estima-se que mais de 80% da população
mundial tem, tiveram ou terão dores nas costas, números realmente assustadores.
Um fato que todos precisam saber é que mais de 90% dos casos
são tratados de forma conservadora, ou seja, não necessitam de cirurgia. Para
que no entanto o tratamento tenha o resultado positivo é primordial detectar a
causa do problema, outro fator que aumenta os bons resultados é o acesso ao
paciente a todas as informações sobre sua patologia.
Existem várias causas para as dores na coluna, é importante
ficar atendo a cada sintoma, não menosprezar nenhuma informação por mais
insignificante que possa parecer, muitas vezes são os detalhes que ajudam a
fechar um diagnóstico e por mais avançados que estejam os exames complementares
(RNM, TC, RX etc), a avaliação clinica é soberana.
Dentre as causa podemos citar: musculares (tensões ou
distensões), ligamentares, síndromes facetárias (articulações posteriores das
vértebras), espondilolistese, hérnias discais, artroses, estenoses e outras. Sem
a identificação correta da origem da dor, o tratamento é muitas vezes
ineficiente, sendo nesse caso alto o índice de recidivas (novas crises).
A conscientização do paciente sobre sua patologia e acesso a
informação contribui muito para o sucesso do tratamento, através do acesso a
informação o paciente poderá identificar outros sintomas referentes à sua
patologia, poderá reconhecer fatores que podem prejudicá-lo, ajuda-lo passará a
prestar mais atenção em sua postura e terá maior cuidados nas realizações de
suas atividades de vida diária. O paciente também deverá estar consciente que a
dor crônica irá certamente influenciar na sua qualidade de vida influenciando
inclusive no seu emocional, o que poderá agravar seus sintomas ou mesmo criar
novos sintomas, bem como ter influencias negativas na sua alimentação e qualidade
do sono.
Dentre os fatores causadores das patologias podemos citar o
sedentarismo, crescente a cada dia, fatores genéticos, obesidade, fumo, má
postura, atividades físicas extermas, movimentos repetitivos e muitos outros,
mas o principal segundo muitos autores é a fraqueza ou ineficiência dos
músculos estabilizadores (multífidos e abdominal oblíquo).
Os tratamentos se dividem em conservador e cirúrgicos, sendo
conservadores o tratamento medicamentoso e fisioterapia, havendo ainda dentro
da fisioterapia uma infinidade de técnicas e métodos muito eficientes, dentre
os quais se destacam a Osteopatia, RPG, Mckenzie, Cadeias Musculares etc.
Uma técnica não muito recente esta ganhando mais espaço a
cada dia devido aos bons resultados, o Sistema de Flexão e Distração, criado
por um Osteopata americano que havia idealizado adaptações no sistema de tração
mantida, técnica que data de 3.000 anos AC, esse sistema sofreu ainda
adaptações realizadas pelo quiropata James Coxx e pelo Osteopata Eckard, sendo
então o sistema adotado até os dias atuais. O Sistema de Flexão e Distração
promove uma diminuição da pressão intradiscal, reduz a estenose, alonga o
ligamento amarelo, aumenta o transporte
de nutrientes para o disco etc.
É importante salientar que nenhum tratamento será realmente
eficiente se o paciente não mudar alguns hábitos como aprender a corrigir a
postura, evitar movimentos lesivos e principalmente iniciar uma prática de
atividade física com fins terapêuticos. O paciente precisa ter a plena noção
que a maioria das patologias degenerativas da coluna vertebral não tem cura,
mas pode ser controladas, e ao final do tratamento uma atividade física que
privilegie a manutenção e correção postural, manutenção da flexibilidade, e
fortalecimento dos músculos estabilizadores irá reduzir drasticamente as
recidivas.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Estabilização Vertebral
A Estabilização Vertebral foi idealizada por Fisioterapeutas da Universidade de Queensland (Austrália) na década de 90, e visa fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral para proteger as estruturas articulares de microtraumas repetitivos, melhorar o grau de estabilidade vertebral evitando recidivas de dores na coluna em longo prazo.
A estabilidade vertebral é dada por elementos estáticos e dinâmicos da coluna vertebral sendo os estáticos: corpos vertebrais, articulações facetárias, cápsula articular, discos intervertebrais e os ligamentos espinhais; e os dinâmicos : o sistema musculotendineo em especial os músculos multifidos e transverso do abdômen que promoverão proteção e suporte às articulações através do controle dos movimentos fisiológico e translacionais da coluna.
Segundo BISSHOP, a instabilidade é a causa primária e secundária da dor lombar.
O processo usado para o recondicionamento dos músculos multífidos é através de exercícios específicos desenvolvido pela técnica de Estabilização Segmentar Vertebral, onde envolvem não só os músculos multífidos, mas também os músculo transverso do abdomem (RICHARDSON et al, 1999).
Na maioria das vezes os exercícios trabalham músculos superficiais e longos, músculos esses que relevância insignificante para promover a estabilidade lombar. A técnica trabalha o fortalecimento e o controle dos músculos multífidos e oblíquo abdominal, devido a suas particularidades anatômicas (disposição anatômica, tipo de fibra muscular etc) esses músculos são fundamentais para restabelecer a estabilidade lombar.
A estabilidade pode ser definida como a habilidade de prevenir e controlar movimentos
indesejáveis ao redor de um ponto fixo.
O alto índice de dor lombar e cervical na população produtiva é
alto, levando a consequências socioeconômicas desastrosas, devido a isso iniciou-se
uma pesquisa para desenvolver um método de tratamento mais efetivo que reduzisse as
recidivas a longo prazo. Surgiu então a estabilização segmentar vertebral “ESV”; o retreinamento do sistema muscular através dos exercícios de controle motor tem sido
utilizado com sucesso não só na coluna vertebral como também nas articulações
periférica. A ESV possui uma vasta aplicabilidade clínica e deve ser utilizada em
conjunto com outras técnicas como: Osteopatia, conceito maitland, mobilização neural,
mulligan entre outras.
Quando alguém efetua um movimento, os chamados músculos estabilizadores se contraem antes mesmo do movimento acontecer. Esta contração involuntária, no entanto, pode ser inibida em razão do cansaço, da presença de um trauma ou como resultado do sedentarismo do paciente. Com isso os demais músculos são sobrecarregados e provocam dor. É na reeducação desse grupo muscular que se baseia a estabilização segmentar.
A estabilidade vertebral é dada por elementos estáticos e dinâmicos da coluna vertebral sendo os estáticos: corpos vertebrais, articulações facetárias, cápsula articular, discos intervertebrais e os ligamentos espinhais; e os dinâmicos : o sistema musculotendineo em especial os músculos multifidos e transverso do abdômen que promoverão proteção e suporte às articulações através do controle dos movimentos fisiológico e translacionais da coluna.
Segundo BISSHOP, a instabilidade é a causa primária e secundária da dor lombar.
O processo usado para o recondicionamento dos músculos multífidos é através de exercícios específicos desenvolvido pela técnica de Estabilização Segmentar Vertebral, onde envolvem não só os músculos multífidos, mas também os músculo transverso do abdomem (RICHARDSON et al, 1999).
Na maioria das vezes os exercícios trabalham músculos superficiais e longos, músculos esses que relevância insignificante para promover a estabilidade lombar. A técnica trabalha o fortalecimento e o controle dos músculos multífidos e oblíquo abdominal, devido a suas particularidades anatômicas (disposição anatômica, tipo de fibra muscular etc) esses músculos são fundamentais para restabelecer a estabilidade lombar.
A estabilidade pode ser definida como a habilidade de prevenir e controlar movimentos
indesejáveis ao redor de um ponto fixo.
O alto índice de dor lombar e cervical na população produtiva é
alto, levando a consequências socioeconômicas desastrosas, devido a isso iniciou-se
uma pesquisa para desenvolver um método de tratamento mais efetivo que reduzisse as
recidivas a longo prazo. Surgiu então a estabilização segmentar vertebral “ESV”; o retreinamento do sistema muscular através dos exercícios de controle motor tem sido
utilizado com sucesso não só na coluna vertebral como também nas articulações
periférica. A ESV possui uma vasta aplicabilidade clínica e deve ser utilizada em
conjunto com outras técnicas como: Osteopatia, conceito maitland, mobilização neural,
mulligan entre outras.Quando alguém efetua um movimento, os chamados músculos estabilizadores se contraem antes mesmo do movimento acontecer. Esta contração involuntária, no entanto, pode ser inibida em razão do cansaço, da presença de um trauma ou como resultado do sedentarismo do paciente. Com isso os demais músculos são sobrecarregados e provocam dor. É na reeducação desse grupo muscular que se baseia a estabilização segmentar.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Osteopatia Preventiva
A Osteopatia além de atuar no tratamento das disfunções do corpo é também um recurso preventivo!
Cresce a cada dia a utilização da Osteopatia como prevenção das lesões e dores. Por se tratar de uma modalidade manual onde o tratamento baseia-se na identificação e liberação das disfunções de mobilidade a Osteopatia atua como excelente recurso preventivo nos casos de dores e aparecimento de lesões.
O Tratamento é realizado da mesma forma de um tratamento convencional, porém, neste caso não há a queixa. O paciente é submetido a uma avaliação minuciosa onde são detectadas as alterações e imediatamente corrigidas.
Quem mais vem se beneficiando dessa "abordagem preventiva" são os atletas, principalmente os atletas de alto rendimento que executam gestos esportivos em treinos e competições inúmeras vezes.
Se pensarmos que depois do aparecimento da lesão o atleta irá muitas vezes se afastar dos treinamentos no período de tratamento, passar pelas etapas de reabilitação para depois retornar aos treinos e mais tarde ás competições isso gera uma queda nos resultados até que se alcance novamente seu nível.
A abordagem preventiva, apesar de amplamente divulgado seus benefícios ainda engatinha no Brasil, é muito mais comum infelizmente se remediar que se prevenir, basta atentarmos para a venda indiscriminada de medicamentos.
Por muitos anos se divulgou que o alongamento é uma forma de prevenção, o que mais recentemente foi demonstrado que não é, segundo pesquisas recentes a repetição de gestos esportivos e mobilização articular (que nada mais é que Osteopatia) são as melhores formas de prevenção de lesões.
Se imaginarmos nosso corpo como uma máquina (o que realmente é), a prevenção, no caso a Osteopatia, seria como as revisões, ou seja, são realizadas para detectar futuros problemas, corrigidos quando ainda não há sintomas.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Osteopatia, muito além da coluna!
Apesar de quase a totalidade dos pacientes que procuram um tratamento osteopático possuírem como queixa as dores na coluna a Osteopatia vai muito mais alem.
A Osteopatia é um sistema de cuidados completo, tratando desordens dos diversos sistemas do corpo. Não é raro ouvir de um paciente que nos procurou para tratar de uma hérnia discal que ele passou a dormir melhor, melhora da função intestinal, diminuição dos sintomas da TPM, alívio das dores de cabeça etc. Tudo isso se deve a abordagem osteopática, a busca pela causa e não pelos sintomas, a busca por harmonizar o todo, não apenas em oferecer alívio das queixas do paciente.
Realizar um tratamento osteopático é muito mais que "estalar" seu paciente é colocar em prática as leis básicas (e simples) que regem a osteopatia. A intervenção manual aplicada sobre as articulações, músculos, fáscias, vísceras, tecido nervoso, ligamentos e capsulas oferecem resultados rápidos e seguros desde que aplicada por um profissional habilitado e capacitado. Apesar de muitas vezes ser vista como algo místico a Osteopatia é totalmente baseada na ciência e tem como fundamentos a anatomia, fisiologia, semiologia e seu tratamento é realizado mediante uma avaliação clínica criteriosa.
Sempre costumo dizer que para trabalhar com osteopatia a avaliação é 99% do tratamento, a manipulação, a correção deve ser sempre consequência do que foi encontrado na avaliação, o que torna a osteopatia diferente não são as manipulações, mas a visão que o fisioterapeuta passa a ter do paciente. Além dos problemas de coluna (Lombalgia, dorsalgia, cervicalgia, hernias discais, espondilolistese, artrose etc), a Osteopatia é eficaz no tratamento de LER\DORT, tendinites, cefaleias, disfunções da ATM, labirintite, TPM e muitos outros.
Se divide em Osteopatia estrutural, visceral e craniana, que se complementam para tratar o paciente de maneira global. O profissional habilitado a praticar a osteopatia no Brasil é o fisioterapeuta especializado em osteopatia. Essa especialização segundo a resolução 220 do COFFITO deve conter 1.500 horas, apesar de a abertura de provas de titulos de especialidade NA MINHA OPINIÃO, o paciente deve procurar sempre por um profissional que concluiu a especialização de 1.500 horas, devido a complexidade da Osteopatia.
Osteopatia Estrutural: Está relacionada às disfunções do sistema músculo-esquelético e tem como principal foco de trabalho as dores do corpo. Atua desta forma principalmente nos tecidos: ligamentar, muscular, tendíneo, articular, nervoso e fascial. Para atuar sobre os tecidos que estejam em disfunção (com restrição de sua mobilidade) pode valer-se de um grande número de técnicas com repercussões distintas sobre cada tecido: stretching (muscular); pompagem (ligamentar e vascular); miotensiva (muscular); articulatória (ligamentar e muscular); inibição (muscular); thrust (ligamentar, muscular, capsular e vascular); pontos gatilho (muscular); técnicas funcionais (fáscias) e técnicas neuromusculares (muscular, vascular e fascial).
Osteopatia Visceral: Está voltada para o bom funcionamento sistêmico do corpo, ou seja, lida com as relações entre as vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural. Tem como principal foco de tratamento as alterações viscerais e sistêmicas. As técnicas podem ser realizadas diretamente sobre as vísceras, fáscias que as sustentam e/ou reflexamente através da estimulação e normalização dos centros simpáticos e parassimpáticos. Na visão osteopática essas alterações viscerais podem ter origem simpática, parassimpática, hormonal, restrição tecidua e diminuição do líquido seroso presente na cavidade abdominal. Os principais efeitos da manipulação visceral são: eliminação do espasmo reflexo da musculatura lisa do trato visceral; estiramento das fáscias com o fim de liberar as aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento; aumento da vascularização local, suprimindo o angioespasmo; supressão do arco reflexo nociceptivo, neurovegetativo ocal que agrava ou mantém a facilitação medular. Os principais sintomas com indicação de tratamento por osteopatia são: hérnia de hiato; ptoses viscerais; asma brônquica; pneumonia; constipação intestinal; distúrbios hepatobiliares; alterações cardíacas; distúrbios renais; alterações do ciclo menstrual; síndrome pré-menstrual; alterações hormonais; queda da imunidade; patologias sistêmicas de origem visceral.
Osteopatia Craniana: Se relaciona principalmente com o sistema neurovegetativo, nervos cranianos e o livre trânsito de informações neurológicas por toda a extensão da coluna vertebral (o que chamamos de eixo central), até o sistema nervoso central (cérebro, tronco cerebral e cerebelo). Todos os sistemas reguladores do corpo dependem desta integridade de informações. Os principais focos a serem tratados são: o sacro (pela relação com a duramáter – mecanismo crânio-sacro), as fáscias presentes na base do crânio, a saída dos pares cranianos pelos forames cranianos e as aderências medulares. Basicamente são utilizadas as técnicas funcionais que, apesar de suaves, produzem efeitos importantes como demonstra a pesquisa realizada pelo médico e osteopata russo Dr. Yuri Moskalenko que conseguiu quantificar por meio de barorrecepetores intracranianos em pacientes com trauma crânio-encefálico, a diminuição da pressão intracraniana após os procedimentos osteopáticos. Tem como principais indicações os seguintes sintomas: cefaléias e enxaquecas; distúrbios visuais e auditivos; disfunções da articulação têmporo-mandibular; distúrbios de deglutição; alterações digestivas (pela inervação do nervo vago); alterações vestibulares; alergias; rinites e sinusites; otites; dores crônicas.
A Osteopatia é um sistema de cuidados completo, tratando desordens dos diversos sistemas do corpo. Não é raro ouvir de um paciente que nos procurou para tratar de uma hérnia discal que ele passou a dormir melhor, melhora da função intestinal, diminuição dos sintomas da TPM, alívio das dores de cabeça etc. Tudo isso se deve a abordagem osteopática, a busca pela causa e não pelos sintomas, a busca por harmonizar o todo, não apenas em oferecer alívio das queixas do paciente.
Realizar um tratamento osteopático é muito mais que "estalar" seu paciente é colocar em prática as leis básicas (e simples) que regem a osteopatia. A intervenção manual aplicada sobre as articulações, músculos, fáscias, vísceras, tecido nervoso, ligamentos e capsulas oferecem resultados rápidos e seguros desde que aplicada por um profissional habilitado e capacitado. Apesar de muitas vezes ser vista como algo místico a Osteopatia é totalmente baseada na ciência e tem como fundamentos a anatomia, fisiologia, semiologia e seu tratamento é realizado mediante uma avaliação clínica criteriosa.
Sempre costumo dizer que para trabalhar com osteopatia a avaliação é 99% do tratamento, a manipulação, a correção deve ser sempre consequência do que foi encontrado na avaliação, o que torna a osteopatia diferente não são as manipulações, mas a visão que o fisioterapeuta passa a ter do paciente. Além dos problemas de coluna (Lombalgia, dorsalgia, cervicalgia, hernias discais, espondilolistese, artrose etc), a Osteopatia é eficaz no tratamento de LER\DORT, tendinites, cefaleias, disfunções da ATM, labirintite, TPM e muitos outros.
Se divide em Osteopatia estrutural, visceral e craniana, que se complementam para tratar o paciente de maneira global. O profissional habilitado a praticar a osteopatia no Brasil é o fisioterapeuta especializado em osteopatia. Essa especialização segundo a resolução 220 do COFFITO deve conter 1.500 horas, apesar de a abertura de provas de titulos de especialidade NA MINHA OPINIÃO, o paciente deve procurar sempre por um profissional que concluiu a especialização de 1.500 horas, devido a complexidade da Osteopatia.
Osteopatia Estrutural: Está relacionada às disfunções do sistema músculo-esquelético e tem como principal foco de trabalho as dores do corpo. Atua desta forma principalmente nos tecidos: ligamentar, muscular, tendíneo, articular, nervoso e fascial. Para atuar sobre os tecidos que estejam em disfunção (com restrição de sua mobilidade) pode valer-se de um grande número de técnicas com repercussões distintas sobre cada tecido: stretching (muscular); pompagem (ligamentar e vascular); miotensiva (muscular); articulatória (ligamentar e muscular); inibição (muscular); thrust (ligamentar, muscular, capsular e vascular); pontos gatilho (muscular); técnicas funcionais (fáscias) e técnicas neuromusculares (muscular, vascular e fascial).
Osteopatia Visceral: Está voltada para o bom funcionamento sistêmico do corpo, ou seja, lida com as relações entre as vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural. Tem como principal foco de tratamento as alterações viscerais e sistêmicas. As técnicas podem ser realizadas diretamente sobre as vísceras, fáscias que as sustentam e/ou reflexamente através da estimulação e normalização dos centros simpáticos e parassimpáticos. Na visão osteopática essas alterações viscerais podem ter origem simpática, parassimpática, hormonal, restrição tecidua e diminuição do líquido seroso presente na cavidade abdominal. Os principais efeitos da manipulação visceral são: eliminação do espasmo reflexo da musculatura lisa do trato visceral; estiramento das fáscias com o fim de liberar as aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento; aumento da vascularização local, suprimindo o angioespasmo; supressão do arco reflexo nociceptivo, neurovegetativo ocal que agrava ou mantém a facilitação medular. Os principais sintomas com indicação de tratamento por osteopatia são: hérnia de hiato; ptoses viscerais; asma brônquica; pneumonia; constipação intestinal; distúrbios hepatobiliares; alterações cardíacas; distúrbios renais; alterações do ciclo menstrual; síndrome pré-menstrual; alterações hormonais; queda da imunidade; patologias sistêmicas de origem visceral.
Osteopatia Craniana: Se relaciona principalmente com o sistema neurovegetativo, nervos cranianos e o livre trânsito de informações neurológicas por toda a extensão da coluna vertebral (o que chamamos de eixo central), até o sistema nervoso central (cérebro, tronco cerebral e cerebelo). Todos os sistemas reguladores do corpo dependem desta integridade de informações. Os principais focos a serem tratados são: o sacro (pela relação com a duramáter – mecanismo crânio-sacro), as fáscias presentes na base do crânio, a saída dos pares cranianos pelos forames cranianos e as aderências medulares. Basicamente são utilizadas as técnicas funcionais que, apesar de suaves, produzem efeitos importantes como demonstra a pesquisa realizada pelo médico e osteopata russo Dr. Yuri Moskalenko que conseguiu quantificar por meio de barorrecepetores intracranianos em pacientes com trauma crânio-encefálico, a diminuição da pressão intracraniana após os procedimentos osteopáticos. Tem como principais indicações os seguintes sintomas: cefaléias e enxaquecas; distúrbios visuais e auditivos; disfunções da articulação têmporo-mandibular; distúrbios de deglutição; alterações digestivas (pela inervação do nervo vago); alterações vestibulares; alergias; rinites e sinusites; otites; dores crônicas.
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Debate Ato Médico
Na noite de ontem dia 27/04/2012 participei de um debate na cidade de Pouso Alegre Mg cujo tema foi o Ato Médico, organizado pelo CRP (Conselho Regional de Psicologia MG).
Gostaria de agradecer o convite e dizer que foi muito produtivo e que esse seja apenas um de muitos outros para orientar a população e os estudantes, futuros profissionais do que se trata o projeto e o impacto dele na suas respectivas profissões.
Abaixo o texto o qual escrevi para o debate:
Ato Médico
Martin Luther King já havia dito que “para ganhar inimigos não precisa declarar uma guerra, basta dizer o que pensa”. Mesmo ciente dessa verdade não posso me calar ao ver o perigo que o pl do ato medico representa a minha profissão e a minha classe.
Quero antes de tudo, dizer que estamos realmente em guerra, não uma guerra contra pessoas, mas uma guerra contra essas ideias.
O Projeto do ato médico fere a autonomia profissional e o direito de livre escolha do paciente, do cidadão brasileiro.
Fere também direitos constitucionais básicos como isonomia profissional, e direito de subsistência através do direito econômico que todo cidadão brasileiro tem de buscar seu sustento através de seu digno trabalho.
Acredito que a regulamentação de todas as profissões existentes seja necessário, assim como é necessário resguardar o direito de todos os profissionais exercerem com total plenitude aquilo que ele estudou, aquilo que ele sabe e não outro profissional pensa conhece.
Fico triste em ver o cidadão brasileiro no caso o paciente ser mercantilizado, ser tratado como mercadoria com a desculpa que essas ações são para seu próprio bem, ora, ele não poderá mais decidir nem mesmo sobre a própria saúde, estamos a beira de um retrocesso, da implantação de uma ditadura profissional.
Entrando no mérito da fisioterapia, minha profissão.
Será que realmente um médico possui conhecimento técnico-científico para determinar qual aparelho ou qual procedimento cinesioterapeutico deverei adotar?
Nós fisioterapeutas não fazemos diagnósticos clínicos, nossos diagnósticos são cinesiológicos funcionais, assim como o fisioterapeuta não trata doença, trata função, apenas nós detemos o conhecimento para prescrever nossos planos e executar nossos tratamentos, estudamos para isso! E se a patologia, ou a disfunção não for para nossos cuidados o encaminhamos ao profissional adequado para trata-la.
Possuímos a habilidade e a capacidade de atender nossos pacientes, e se a preocupação dos defensores do ato médico é a competência de nossos profissionais saibam que temos um conselho que nos fiscaliza tanto nossa atuação profissional quanto nossa conduta ética e aplica as leis com bastante rigor.
Não somos profissionais da doença, não receitamos remédio, somos profissionais da função, buscamos através de nossos recursos reestabelecer o movimento perdido.
Sem debater em beneficio próprio o projeto causará riscos à população.
Os objetivos reais são dissimulados, não se trata de um bem a população, mas sim deum jogo de poder e ganancia, a população, aliás, será a maior prejudicada com a aprovação do PL, imaginem como já estão as filas em postos de saúde, unidades de atendimentos e mesmo em consultórios particulares, agora imagine se for aprovado, como conseguir uma consulta? Você paciente deverá possuir uma bola de cristal para prever quando precisará passar por um tratamento, porque certamente não conseguirá uma consulta de maneira rápida quando precisar.
O paciente não será atendido quando precisa, mas quando o medico puder.
Alegam que a não regulamentação da profissão causa prejuízos, alguém por acaso já ouviu de um médico que ele não consegue trabalhar por falta da regulamentação da sua profissão? Bobagem, existem centenas de resoluções reconhecendo a medicina, que por sinal é de suma importância para a população, profissão essa com mais de 25 séculos e que agora por causa de alguns poucos resolveram que todos os outros profissionais deverão agora estar sob sua tutela, profissionais esses já consolidados e com seu espaço reconhecido.
O ato medico transformaria todos os demais profissionais em técnicos.
O que serão de todos os profissionais que possuem clinicas ou consultórios? Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas? Será que essa lei não irá incentivar uma indústria de encaminhamentos mediante a uma comissão? Todos sabemos que intransigência gera corrupção, será que não haverá profissionais pagando algum medico para legitimar seu atendimento? Será se não vai criar uma leva de profissionais sendo explorado por médicos? Todas essas questões eu gostaria de debater de ouvir daqueles que criaram e defendem o projeto.
Existem 14 profissões dentro da área da saúde, com mais de 3,5 milhões de profissionais, se o medico for prescrever para essas 14 profissões deverá se preparar e estudar por mais de 60 anos.
A constituição garante que um ato ou exercício é livre desde que a lei não o restrinja, o projeto criminaliza o livre exercício profissional.
Atualmente o governo oferece pelo SUS cerca de 1 bilhão de consultas médicas com duração máxima de 5 minutos, sendo realizados também cerca de 500 milhões de exames complementares, será se essa consulta de 5 minutos irá de alguma forma fornecer dados suficientes para realizar a prescrição dos procedimentos a ser realizado pelas outras 13 profissões?
Penso eu que deputados e senadores são representantes do povo e não de uma classe profissional, e dessa forma deveriam legislar em beneficio do povo, mas quem pode ficar tranquilo quando vemos com certa frequência alguns desses legisladores envolvidos com
mensalão e com os cachoeiras da vida?
Se o que pratico vier a se tornar crime, mandem me prender, pois não irei parar, lutarei até o fim, sei da minha importância e do meu valor, estou tranquilo, pois minhas armas estão baseadas na ética, na ciência e no bom senso, não me calarei frente à hipocrisia.
Lembro a todos que não somos e nem podemos ser inimigos dos médicos, somos aliados num bem comum, à saúde da população brasileira.
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