segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pilates e Dor na Coluna

O método Pilates ganha adepto a cada dia, seja em busca de uma atividade física ou de um complemento a um tratamento fisioterapêutico.

A dor lombar é um problema cada vez maior na sociedade moderna, cada vez mais trabalhamos longos períodos sentados, em posturas inadequadas, desenvolvemos cada vez menos nossa motricidade, somos submetidos a níveis elevados de stress etc. Tudo isso acaba contribuindo para um aumento alarmante das queixas de dores nas costas.
É comprovado que a prática regular de uma atividade física auxilia na prevenção e tratamento dos problemas de coluna. Além de ajudar a manter/baixar o peso os exercícios auxiliam a desenvolver músculos atrofiados, a equilibrar e melhorar a postura e principalmente na estabilização. Porém, é preciso alguns cuidados na prática de atividades por pessoas já diagnosticada com problemas na coluna vertebral, o acompanhamento deve ser constante e por um profissional habilitado e capacitado, esse profissional também deverá compreender os mecanismos de cada uma das patologias que podem acometer a coluna vertebral.
Qual a vantagem do Pilates sobre outras atividades para os indivíduos com problemas de coluna?
O Pilates enfatiza muito o controle da mente sobre o corpo, bem como a suavidade, precisão e harmonia com que os movimentos devem ser realizados. Ele é baseado em seis princípios: respiração, centro de força (power house), concentração, controle, precisão e fluidez.
Ênfase na respiração, a respiração deve ser sempre coordenada com o movimento e, se adequada, favorece a organização do tronco, a sustentação lombo-pélvica e o relaxamento da musculatura inspiratória dos ombros e do pescoço.
Centro de força: É um conjunto de músculos responsáveis pela sustentação da coluna e dos órgãos internos. O fortalecimento desta musculatura proporciona a estabilização do tronco e um alinhamento biomecânico com menor gasto energético. 
 Concentração: Deve-se dar atenção e importância a todas as partes do corpo para que o movimento seja realizado com a maior eficiência possível. É a transformação de um pensamento em movimento. 
 Controle: É o melhor recrutamento da musculatura desejada. Visa um padrão suave e harmônico de movimento. O aprendizado motor também faz parte dos objetivos e benefícios do Pilates e está diretamente relacionado com o princípio da concentração.
 Precisão: Diz respeito ao refinamento do controle e equilíbrio dos diferentes músculos envolvidos num movimento, sem gasto desnecessário de energia a partir de contrações inadequadas, sejam elas exageradas ou deficientes.
Fluidez: A fluidez e leveza dos movimentos permitem a utilização apenas da energia necessária para o movimento, sem desperdício. Os movimentos não têm início, meio ou fim. Desta forma, o organismo aproveita a fase concêntrica e excêntrica dos exercícios, resultando num treino equilibrado e funcional e protegendo os tecidos de possíveis desgastes prematuros.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

TOP 10 List, a Eficácia da Fisioterapia

TOP 10 List
As 10 patologias ortopédicas no qual estudos de altíssima qualidade e peso científico demonstraram o valor e eficácia da fisioterapia comparado com o tratamento cirúrgico. Todos os ensaios clínicos eram liderados ou tinham médicos envolvidos.
1 - Artroscopia para ruptura do manguito rotador degenerativa atraumática
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26189808
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24395315
2- Artroscopia para osteoartrose joelho e para lesão meniscal degenerativa
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12110735?dopt=Abstract
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23506518
3- Reconstrução LCA para atletas recreacionais sem esportes de risco
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0907797…
5- Artroscopia para dor femuropatelar
http://www.biomedcentral.com/1741-7015/5/38/abstract
6- Descompressão cirúrgica para estenose degenerativa lombar
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25844995
7- Síndrome do impacto ombro
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23989383
10-Fratura proximal de úmero 2 anos FU
http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2190987
Copiado do Facebook do Dr. Rodrigo Vasconcelos 
https://www.facebook.com/rodrigo.vasconcelos.520900?pnref=story

segunda-feira, 8 de junho de 2015

NÃO SE DEIXE LEVAR POR EXAMES DE IMAGEM

O título pode parecer estranho, mas é uma forma de chamar a atenção para um fato que está ficando cada vez mais comum: a incapacidade/imperícia de realizar uma avaliação clínica.
O artigo ostra um fato extremamente comum, pacientes assintomáticos apresentando alterações degenerativas na coluna vertebral. Segundo esse artigo a prevalência de achados na Ressonância Magnética em pacientes assintomáticos: Degeneração discal: 91% ; Diminuição da altura do disco 56%; Abaulamentos: 64%; Protusão discal: 32%; Ruptura do anel fibroso: 38%. EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS (repetido para que fique bem claro). A realidade é que os exames de imagem são supervalorizados.
Não me canso de dizer que exames complementares são complementares e nenhum deles por mais moderno que seja vai substituir uma avaliação clinica.
Isso faz refletir: Quantos pacientes são submetidos a cirurgia sem necessidade? A cirurgia pode ter piorado o quadro do paciente? .... e por aí podemos levantar muitas discussões.
Exatamente hoje recebi um paciente, sexo masculino com lombociatalgia, afastado das atividades laborais há 4 meses, relata dor ao caminhar depois de alguns minutos (5 para ser mais exato), queixava-se durante a entrevista de dor intensidade 6 na EVA e 9-10 depois de caminhar alguns metros, na RNM apresentava protusões em todos os segmentos lombares e uma hérnia L5-S1, com retificação da lordose lombar, injuria ligamentar e espondiloartrose com cirurgia marcada para daqui há 3 semanas. Durante a avaliação clínica nenhum teste reproduzia as dores, o lasegue negativo com amplitude superior a 100º. Nos testes dinâmicos ele apresenta uma discinesia lombopélvica, com uma dificuldade de contração do musculo abdominal oblíquo, e cinesiofobia.
Foram realizados exercícios de estabilização segmentar, algumas mobilizações (maitland) e exercícios terapêuticos (treino da musculatura que se encontrava em discinesia).
Ao final da primeira sessão o paciente relatou dor intensidade 0 na EVA e intensidade 1 após caminhar 15 minutos. Agora eu pergunto: esse paciente seria ou será beneficiado com cirurgia? O tempo de repouso contribuiu em alguma coisa?
Não significa que ele esteja curado, mas na minha opinião mostrou mais uma vez que muitos profissionais da saúde estão se tronando especialistas em tratar exames complementares.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dry Needling


Esta é uma técnica fisioterapêutica que está se disseminando rapidamente pela sua eficácia e resolutividade. No Brasil ainda é pouco conhecida, mas está ganhando cada vez mais adeptos.
Dry Needling foi desenvolvida desde 1940 através dos estudos da Dra. Janet Travell e após ter seus estudos aprimorados, por cientistas como Dr. Karel Lewit e Dr. Chang Gun.
Dra. Janet Travel, que é conhecida como a "mãe do conhecimento sobre Trigger Point Miofascial", nos Estados Unidos, originalmente começou os seus estudos e prática clínica desta técnica que ela mesmo nominou como "Dry Needling", utilizando agulhas hipodérmicas no tratamento de Trigger Points, sem nenhuma analogia a Acupuntura ou a MTC ( Medicina tradicional Chinesa). Somente com o passar do tempo outros pesquisadores passaram a realizar esta analogia.
Inicialmente o Dry Needling foi utilizado unicamente no tratamento de Trigger Points, no entanto considerando os mais recentes estudos se observa-se que existem resultados consistentes no controle da dor musculoesquelética, não somente miofascial. Além disso o Dry Needling pode ser utilizado associado a eletroterapia podendo alcançar níveis ainda mais efetivos de analgesia para disfunções musculoesqueléticas.
O Dry Needling pode ser superficial ou profundo tendo aplicação a uma variada lista de disfunções musculoesqueléticas, com aplicação sobre tecido muscular, conjuntivo em neuralgias e controle da dor articular.
Desde então muitos Fisioterapeutas os Estados Unidos e na Europa passaram a realizar estudos clínicos e programas especiais de qualificação na técnica de Dry Needling, que vem sendo cada vez mais utilizada entre os fisioterapeutas em todo mundo, ganhando reconhecimento clínico e científico internacional à partir de diversas publicações respeitáveis em revistas especializadas na área musculoesquelética.
“O Dry Needling é um excelente recurso na diminuição e até mesmo na cura de dores musculares, podendo ser aplicado em combinações com outras terapias ou mesmo como uma terapia isolada e única”
Dry Needling miofascial, se caracteriza na inserção de uma agulha no filamento do músculo na região de um "Trigger Point '. O objetivo do Dry Needling é conseguir uma resposta de contração local para liberar a tensão e dores musculares. Dry Needling é um tratamento eficaz para a dor crônica de origem neuropática com muito poucos efeitos colaterais.Esta técnica é inigualável em encontrar e eliminar a disfunção neuromuscular que leva à dor e déficits funcionais.

Dry Needling não é Acupuntura

Os objetivos e filosofia por trás do uso de Dry Needling por fisioterapeutas não é baseado em teorias antigas ou princípios da medicina tradicional chinesa. O desempenho do Dry Needling moderno por fisioterapeutas é baseado em neuroanatomia ocidental e estudo científico moderno dos sistemas músculo-esquelético e nervoso. Tanto o Dry Needling quanto a acupuntura, no entanto, usam a mesma ferramenta, uma agulha.
Uma variedade de problemas músculo-esqueléticos, incluindo, mas não limitados a: lesões crônicas/agudas, dores de cabeça, pescoço, dores na coluna, tendinites, espasmos musculares, "dor ciática", dor no quadril, joelho, tensões musculares, fibromialgia, cotovelo de Golfista , lesões por overuse, etc
Há poucos efeitos colaterais, e podem variar entre os indivíduos. Normalmente, apenas leve dor muscular ou hematoma na pele.

A agulha utilizada é muito fina e a maioria dos indivíduos nem sequer a sentem penetrar na pele. Em um músculo saudável, sente-se pouco desconforto com a inserção da agulha. No entanto, se o músculo é sensível e encurtado ou há Trigger Points ativos dentro dele, o indivíduo vai sentir uma sensação como uma cãibra muscular - "a resposta de contração”.

Mais informações:
http://www.dryneedlingbrasil.com.br/

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dores nas costas são principal causa de incapacidade no mundo

A lombalgia afeta 9,4% da população mundial, incluindo crianças, segundo estatísticas 

As dores lombares são a principal causa de incapacidade no mundo e respondem por um terço dos casos de invalidez provocados pelo trabalho, revelam dois estudos publicados.

Utilizando estatísticas provenientes de 187 países, pesquisadores americanos e australianos determinaram que a lombalgia afeta 9,4% da população mundial, incluindo crianças.

Estes resultados situam os problemas lombares na primeira posição das patologias em relação aos anos de vida sofrendo uma incapacidade, destacam os autores dos estudos.

As regiões mais afetadas são Europa ocidental, norte da África e Oriente Médio, contra uma menor incidência na América Latina e no Caribe.

O problema aumenta com a idade, um fenômeno que seguramente provocará um forte incremento de pessoas com dores lombares em países menos desenvolvidos nas próximas décadas, adverte um dos estudos, publicado nos Anais de Enfermidades, uma revista ligada ao grupo British Medical Journal (BMJ).
Outro estudo, realizado a partir das mesmas estatísticas, conclui que as lombalgias também estão na origem de um terço dos casos de invalidez provocada pelo trabalho.

Os agricultores e as pessoas com entre 35 e 65 anos formam o maior grupo de risco, na medida que transportam cargas mais pesadas, trabalham em posições "delicadas" ou estão expostos a vibrações.

Precisamente, os agricultores têm quatro vezes maior risco de sofrer problemas lombares que as pessoas que trabalham em outros setores.

As estatísticas utilizadas nos dois relatórios foram divulgadas na edição 2010 da Global Burden of Disease, um estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliar a mortalidade e a degradação da saúde como consequência das diversas doenças.

Fonte:
http://blogfisiobrasil.blogspot.com.br/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dores o que e quando tratar?

Com certa frequência recebo pacientes que chegam ao consultório desesperados pois acabaram de sair do consultório médico e nos exames complementares não foi detectado nada (ou quase nada) que justifique a sua dor. Esses pacientes se mostram confusos e decepcionados por não ter sido realizado um diagnóstico sobre o que está causando suas dores, sem contar que muitas vezes, sem uma "razão" passam a sofrer desconfiança de familiares e empregadores quanto a veracidade de suas queixas.
Explico que o que ele tem (ou pode ter) é uma consequência de um desarranjo funcional, ou seja, alguma estrutura encontra-se em mal funcionamento e isso não é visível nos exames de imagem, mas é possível detectar aos testes, e em geral respondem rápido ao tratamento especializado.
Da mesma forma é comum um paciente chegar ao consultório com muitos (muitos mesmos) exames: R-X, TC, RNM e esses apontarem muitas degenerações e esse paciente estar relativamente bem, sem dor.

Os exames complementares são como o nome diz complementares, servem para auxiliar no diagnóstico e não para ser o objeto principal da intervenção. Ninguém trata um exame, tratamos o paciente, o ser humano, essa visão focada na doença ou na disfunção é muito segmentada e por mais que a cada dia as evidencias mostram a influencia do stress, da ansiedade, ou seja das emoções, do social nas queixas das pessoas a prática no dia a dia pouco tem se beneficiado dessas evidencias, ainda são utilizados aquele modelo biomédico, focado na doença. Aquele onde a doença porta um paciente e não o modelo moderno biopsicossocial onde o foco é o paciente, o ser humano, e que esse porta uma doença ou uma disfunção.

Vamos começar a semana refletindo sobre a abordagem que damos ao paciente que nos procura.

quarta-feira, 11 de março de 2015

CONGRESSO INTERNACIONAL E II SBFQM EM SÃO PAULO

Vem aí o Congresso Internacional de Fisioterapia Quiropráxica em São Paulo entre os dias 10 e 11 de Julho de 2015.
Pode deixar a data reservada na agenda pois lá estarão os maiores nomes da Fisioterapia Quiropráxica divulgando suas técnicas e novidades e também defendendo a legitimidade da Quiropraxia como especialidade do Fisioterapeuta no Brasil
http://quiropraxiabrasil.org/index.php/blog/item/556-sbfqm

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dor nas Costas X Posição Sentado

Dor nas costas é freqüente em quem trabalha sentado

A posição sentada é a mais freqüente entre a maioria das pessoas nas atividades profissionais, domésticas e no lazer. Pessoas que passam longos períodos sentadas sofrem mais de dor nas costas do que pessoas que se movimentam mais. Desta forma, é importante considerar como ficamos sentados, que tipo de cadeiras utilizamos e o que podemos fazer para prevenir a dor nas costas.


Escolha da cadeira adequada
Sentar bem em uma cadeira requer primeiramente uma cadeira com dimensões apropriadas para o nosso corpo. Ao sentar em uma cadeira você deve ter os dois pés apoiados no chão, o assento deve ser firme e profundo o suficiente para suportar as nossas coxas, não forçando o ângulo posterior dos joelhos e ter apoio para os antebraços. As bordas anteriores do assento devem ser arrendondadas.

O encosto da cadeira é essencial para fornecer estabilidade para a pessoa que se senta. Numa situação de trabalho o encosto deve ser levemente inclinado para trás, pois o encosto em ângulo reto não nos dará suporte e tenderemos a escorregar o quadril para a frente. O iso de um apoio lombar pode ajudar na manutenÇão de uma boa postura sentada, exercendo um suporte na coluna lombar e influenciando a postura global da coluna vertebral e reduzindo a fadiga muscular.
Firmeza do assento
Para que uma pessoa tenha uma boa postura na posição sentada, o assento da cadeira ou sofá deve ser firme o suficiente para impedir que a pessoa se afunde ao sentar e aumente a flexão da coluna lombar, forçando as articulações vertebrais.

Altura do assento
A altura ideal de um assento deve ser aquela em que a pessoa sentada mantenha ângulo reto nas articulações dos joelhos e tornozelos. Para as pessoas mais baixas que não conseguem encostar os pés no chão, o uso de um apoio para os pés auxilia a manutenção da postura correta.

Suporte lombar
Mesmo estando sentado em uma cadeira adequada, a manutenção da postura ereta é uma tarefa difícil já que há uma fadiga dos músculos estabilizadores do tronco. O apoio lombar vai exercer um suporte na coluna, recuperando a lordose lombar fisiólogica e reaproximando a coluna de sua conformação anatômica, reduzindo assim a fadiga muscular. O suporte lombar ajustável permite ao paciente experimentar diferentes poisções até encontrar a mais confortável para a sua coluna.

Como levantar
Certo: inclinar o corpo para a frente sem tencionar os músculos do pescoço e costas, estender os joelhos enquanto leva a cabeça e o tronco para frente e para cima, até chegar à posição em pé.
Errado: a cabeça está retraída encurtando os músculos do pescoço e tronco, desta forma, os disco intervertebrais ficam comprimidos, podendo resultar, a longo prazo, no aparecimento de hérnia de disco.
Fonte: Clesio.net

DICAS:
Ao sentar busque manter a curvatura da coluna vertebral, não sente escorregando;
Se você já possui algum problema na coluna evite muito tempo sentado, faça pequenas pausas para levantar e caminhar;

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

É possível ter uma coluna sem dores sem cirurgia?

Antes de responder a essa pergunta devemos fazer uma outra: o que você fez ou faz para ter uma coluna saudável?

Se recorrermos aos dados podemos observar que mais de 90% dos casos o tratamento conservador (sem cirurgia) é eficaz, e os dados revelam ainda que se comparado ao tratamento conservador especializado a cirurgia não é mais eficiente.
Existem casos onde realmente a cirurgia é necessária, mas são grande minoria.
O grande problema dos tratamentos da coluna é que o paciente deve ser ativo nesse processo, e muitas vezes esse não quer participar diretamente do processo de tratamento, muitos esperam que um tratamento por passe de mágica resolva 100% de suas dores sem que esse faça atividades (alongamentos e exercícios prescritos especialmente para o caso dele), não realiza mudança de hábitos (atividade física, postura, fumo, alimentação etc).
Seus problemas não começaram do dia para a noite, foram se instalando após anos de más posturas, carregar pesos inadequados, movimentos lesivos, atrofia da musculatura estabilizadora, falta de sono, stress e mais uma infinidade de coisas que não damos a devida importância. E como podemos melhorar se não estamos dispostos a rever alguns valores?
Conversando com alguns pacientes vemos um grande descaso com seu corpo, mas cuidam muito bem de um carro, uma casa ou outro bem, qual outro bem pode ser mais importante que seu corpo, sua saúde?
Sacrificamos para ganhar dinheiro e mais tarde gastamos dinheiro para recuperar uma saúde que perdemos porque corremos tanto atrás de algo que muitas vezes não sabemos o que é.
Outro fator que cada dia ganha mais foco nos estudos é o tempo que passamos sentados, nossa coluna não foi feita para ficar sentado, nossa evolução como espécie aprimorou para sermos caçadores e coletores e não digitadores ou telespectadores, mais de 80% da população passa mais de 8 horas por dia trabalhando sentados e depois passam seu tempo de livre sentados em frente um computador ou uma televisão. 
Há também uma corrente (fortíssima) correlacionando as dores crônicas, sobretudo na coluna com fatores emocionais (psicossociais), não é nenhuma novidade a influencia do stress nas dores, porém, nunca houve tantos estudos demostrando essa correlação. Estudos apontam ainda que muitas vezes as alterações visualizadas em exames de imagens são achados clínicos (descobertos por acaso) e não são as fontes das queixas.
A complexidade do tratamento das dores na coluna como podemos ver é muito grande, assim como diversos outros tratamentos, e o foco no indivíduo e não na alteração/patologia é fundamental para êxito. Buscar a causa e não o sintoma não é mais o único grande trunfo para bons resultados, mas buscar a causa, e focar no indivíduo e toda sua complexidade são fatores que aumentam em muito as chances de sucesso.
Quanto as cirurgias existem casos de bons e maus resultados, quando um paciente é submetido a uma cirurgia e continua a fazer tudo aquilo que causou sues problemas pode ter certeza que as chances de que as dores voltem são grandes, podendo ainda voltar em pontos diferentes e ainda mais intensas, mas se a cirurgia serviu como alerta e esse mudou seus hábitos as chances de melhoras são grandes, mas ainda sim acredito eu que esses mudanças são mais eficientes que a intervenção cirúrgica.
Para terminar antes de perguntar se é possível se livrar das dores na coluna sem cirurgia devemos nos perguntar, o que eu estou disposto a fazer (e a mudar) para me livrar das dores.









terça-feira, 11 de novembro de 2014

Curso de Fisioterapia realiza 4º Congresso Sul Mineiro e 1º Encontro de Ex-alunos



Os acadêmicos do curso de Fisioterapia da Universidade do Vale do Sapucaí (Univás) realizaram esta semana, nos dias 3 a 7 de novembro, o 4º Congresso Sul Mineiro de Fisioterapia e o 1º Encontro de Ex-alunos. Na programação, foi incluída a apresentação à comunidade dos trabalhos de produção científica. Ainda foram ministradas palestras e workshops com temas diversos, indicando as novidades na área.



O tema do Congresso foi "o que o mercado de trabalho espera do profissional", indicando que o profissional não se restringe mais apenas a um profissional com boa técnica, mas a um profissional humano, competente, ético e integrado com as políticas profissionais.

Foram realizados workshops com temas variados, como Fisioterapia Oncológica; Mobilização Neural no tratamento das dores ciáticas; Fisioterapia em Esportes de Alto Rendimento; Acupuntura Auricular; Perícia Judicial em Ergonomia; Técnicas de SPA na Fisioterapia; Eletrolipólise, Bandagens Funcionais no Esporte; Avaliação e intervenção no paciente com Paralisia Cerebral.



Também foram ministradas palestras, com temas atualizados, sendo estas referentes à Avaliação de marcha e prescrição de palmilhas em atletas de futebol profissional; Aplicativos em fisioterapia: atualidades e perspectivas; O Fisioterapeuta nas Forças Armadas; Paralisia Cerebral: da Intervenção à Habilitação - Reabilitação; Eletroterapia na Reabilitação das lesões nervosas periféricas; Radiofrequência e Luz Pulsada: Atualidades e Soluções para o Rejuvenescimento da Pele; Engenharia de reabilitação e inovação tecnológica na fisioterapia; As cadeias fisiológicas musculares na Reabilitação Postural.

A palestra de abertura do Congresso e do Encontro de Ex-alunos teve como tema referente os "Novos Rumos da Fisioterapia em Minas Gerais". Os workshops foram realizados na Unidade Central da Univás e a palestra da abertura do congresso foi ministrada na Faculdade de Direito do Sul de Minas.

ANALGÉSICOS POTENTES MATAM MAIS DO QUE ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS E ARMA DE FOGO NOS EUA?

MUITO IMPORTANTE QUE A POPULAÇÃO SAIBA!
ANALGÉSICOS POTENTES MATAM MAIS DO QUE ACIDENTES AUTOMOBILÍSTICOS E ARMA DE FOGO NOS EUA?
Sim! O uso abusivo de analgésicos opioides (exemplos: TRAMAL, Codeína) mata mais do que acidentes automobilísticos e arma de fogo nos EUA.
É importante saber que existe uma forte tendência, baseada em evidências científicas, de evitar esse tipo de medicamento, principalmente para as dores não causadas por câncer. No caso da dor lombar, além do paciente correr o risco de se viciar na substância, não há qualquer evidência de que o uso desses medicamentos irá diminuir a incapacidade física causada pela dor, em longo prazo.

Alguns estudos mostraram que o uso prolongado pode, ao invés de diminuir a dor, aumentar a sensibilidade na área dolorosa.
Um estudo publicado recentemente nos EUA mostrou que o número de mortes por abuso de analgésicos opioides quadruplicou entre os anos de 1999 e 2011. O valor que era de 2749 mortes, passou para 11693 em 2011.
Aquela campanha que diz que o brasileiro sente muita dor porque consome pouco analgésico opioide, após essas evidências científicas, ficou sem sentido. É mais seguro, em termos de mortalidade, mantermos os nossos patamares baixos.
Fazendo uma correlação com a minha experiência clínica com os pacientes com dor lombar, posso dizer que conheci vários que fizeram uso prolongado, sem qualquer melhora na incapacidade. Muito pelo contrário, até pioravam. Antes mesmo de ler os artigos, eu já tinha uma certa desconfiança de que os analgésicos opioides poderiam até atrapalhar o tratamento.
Vale lembrar que na grande maioria das dores lombares, ficar longe da ressonância magnética, dos analgésicos opioides, das injeções epidurais e principalmente das cirurgias, é questão de sobrevivência.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nobel de Medicina: “A Cura de Doenças Não é Lucrativa Para a Indústria Farmacêutica”

Nota: Não é de hoje que lemos a respeito da "Industria da Doença", infelizmente a ganancia está a frente da saúde, os interesses financeiros são maiores que o respeito à vida e à saúde da população. Leiam a reportagem e tirem suas próprias conclusões. 
O médico britânico e Prêmio Nobel, Richard J. Roberts, acusou as grandes empresas farmacêuticas de colocar em primeiro lugar os benefícios econômicos do que a saúde das pessoas, impedindo o progresso científico na cura de doenças porque curar não é rentável.
Os medicamentos que curam não são rentáveis, e portanto, não são desenvolvidos pela indústria farmacêutica, que desenvolvem drogas para tratamentos crônicos que são consumidas forma serializada“, disse o prêmio Nobel em uma entrevista para a revista ‘PijamaSurf’. “Algumas drogas que poderiam curar as doenças de uma vez não são investigadas. Até certo ponto é verdade que a indústria da saúde é regida pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chegam a se parecer muitocom a máfia “, se pergunta o Nobel da medicina de 1993. O cientista e pesquisador acusa a indústria farmacêutica de se esquecer de servir as pessoas e se preocupar apenas com o desempenho econômico. “Eu vi como, em alguns casos, pesquisadores dependentes de fundos privados podem ter encontrado remédios muito eficazes que teriam terminado completamente com uma doença“, explicou.
As empresas farmacêuticas não estão tão interessadas em curá-lo, mas apenas em ganhar dinheiro” 
Ele acrescenta que as empresas param de investigar, porque elas não estão tão interessadas em curá-lo do que em tirar o seu dinheiro, assim, uma pesquisa de repente é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam de todo, mas tornam a doença crônica e fazem experimentar uma melhoria, que desaparece quando você para de tomar a droga.” Diante disso, nota-se que a indústria está interessada em áreas de pesquisa, não para curas para doenças, mas “apenas para torná-las doenças crônicas com drogas cronificadoras muitos mais rentáveis do que curar completamente e de uma vez por todas “.
Quanto aos motivos por que os políticos não intervêm, Roberts argumenta que “em nosso sistema, os políticos são apenas funcionários dos capitalistas , que investem o necessário para que seus filhos não sejam deixados de fora, e se são, compram daqueles que são escolhidos”.
Fonte:


Leia mais: http://www.noticiasnaturais.com/2013/06/nobel-de-medicina-a-cura-de-doencas-nao-e-lucrativa-para-a-industria-farmaceutica/#ixzz3IgIRhV9o

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Prevenção, Postura e Educação

Os cuidados com a Coluna Vertebral devem iniciar muito antes do aparecimento das dores.
Sempre nos deparamos com informações sobre postura, ergonomia etc, mas realmente tomamos uma atitude de prevenção?
Infelizmente o ser humano não é adepto à mudança de hábitos, principalmente se não há um grande fator motivador para essa mudança (no caso da postura a DOR NA COLUNA).
O "policiamento" da nossa postura só tem eficiência quando o "policiado" tem pelo menos uma noção do assunto (postura correta) e também quando o que está "policiando" possui um nível razoável de conhecimento do assunto.
Muito se fala em prevenção, mas qual o programa para prevenção de problemas de coluna? Qual o programa de educação postural? Não existe.
Os cuidados com a postura deve ser encarado como muita seriedade, existe uma verdadeira "epidemia" de problemas na coluna, só para se ter uma ideia:
* Mais de 80% da população tem, tiveram ou terão dores na coluna;
* Maior queixa em clinicas e consultórios de fisioterapia;
* Segunda maior causa de aposentadoria precoce;
* Maior causa de faltas ao trabalho;

E por aí vai, eu poderia citar inúmeras razões para demostrar o impacto dos problemas de coluna na sociedade.
Precisamos rápido de um programa de educação postural, ensinar nas escolas desde as primeiras séries a importância de se ter uma boa postura, educar e depois corrigir.
Sem a criação de um programa, os problemas continuarão sendo queixas comuns e a prevenção apenas figuras na internet,

Dr. Marcelo R. Massahud Junior
Fisioterapeuta
CREFITO 4: 60044F
www.colunasemdor.net

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sua dor na coluna piora quando você está sentado?


É muito comum as pessoas que são acometidas por dores na coluna relatarem um aumento da dor quando encontram-se sentados.
Existem uma séries de fatores que pioram as dores na coluna quando nos encontramos sentados, mas vamos começar lembrando que o homem nos últimos 10, 20... 50 mil anos teve sua mecânica sendo modificada para caminhar, para ficar de pé. Ficar sentado é uma novidade para o homem, entretanto, nos dias atuais são raros os que não trabalham sentados. 
Olhando as curvaturas da coluna sabemos que essas são criadas devido à solicitações mecânicas, primeiro a lordose cervical (controle do movimento do pescoço, olhar para frente ao engatinhar etc), e mais tarde a lordose lombar, que se forma a medida que passamos a caminhar sobre as doas pernas.
As curvaturas possuem diversas funções, como por exemplo dissipar forças de achatamento (gravidade), e quando estamos sentados há uma retificação de lordose lombar chegando em muitos casos uma inversão de curva, formando uma cifose lombar.
Pacientes com hérnias lombares se queixam muito de que a postura sentada pioram quase imediatamente os sintomas, ainda mais quando estão passando por uma crise de lombalgia ou lombociatalgia, tal fato se deve que a perda da lordose e a inversão da curvatura projeta o disco para trás, em direção à raiz nervosa e à meninge.
A imagem abaixo demonstra o aumento da pressão sobre o disco intervertebral em pé e sentado:


Devemos ter em mente que ficar em pé é o mais fisiológico do ponto de vista biomecânico e que deve ser evitado apenas quando o indivíduo não tem realmente condições de permanecer de pé, o repouso (deitado) prolongado pode enfraquecer os músculos estabilizadores piorando o quadro e dificultando o processo de tratamento.
Outro fator causador de dor é que poucos são aqueles que sentam-se corretamente sobre os ísquios, a grande maioria senta sobre o sacro que pode causar: dor sacro-ilíaca e a médio prazo a inversão da curva lombar pode gerar uma tensão no ligamento amarelo e posteriormente uma frouxidão ligamentar que irá causar uma estenose do canal medular.
Ainda existem outros fatores que aos poucos vamos falar de cada um deles.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Dor nas Costas: Aprenda a Respeitar sua Coluna

Responsável pela sustentação e movimentação do corpo, a coluna vertebral une delicadeza e resistência. É delicada porque entre suas 33 vértebras passa a medula espinhal - estrutura sensível que funciona como canal de comunicação entre o cérebro e as demais partes do corpo. É resistente porque representa 40% do tamanho do ser humano e proporciona a flexibilidade e os movimentos realizados pelo corpo.

“A coluna é uma estrutura que tem de ser respeitada e utilizada adequadamente”, alerta José Goldenberg, autor do livro Coluna Ponto e Vírgula , especialista em doenças da coluna vertebral, professor livre-docente da Unifesp, reumatologista e membro do grupo de coluna do Einstein.
Segundo o reumatologista, 8 em cada 10 pessoas sofrem ou vão sofrer de dores na coluna ao longo da vida. E isso ocorre porque poucos têm a consciência corporal necessária para manter a postura correta.

As dores

É comum ouvir as pessoas queixarem-se de dor na coluna. Elas podem ser consequência de noites mal dormidas, vícios posturais e esforço acima do normal, entre outros “Em geral são passageiras. Mas, se forem intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista”, ensina o dr. Goldenberg.
Para facilitar a compreensão das dores e suas causas, foram divididas em três segmentos, correspondentes às partes da coluna:
  • lombar: localizada acima do quadril
  • dorsal: parte central das costas
  • cervical: fica entre a cabeça e o tronco
Dor lombar: está entre as dores que mais acometem o ser humano, perdendo apenas para a cefaleia. Atinge 80% da população adulta com menos de 45 anos. Chamada de lombalgia, afeta a coluna lombar e não é doença, mas um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes.
Dor dorsal: menos frequente, apresenta características próprias. A dor acomete a região torácica posterior (região das costas).
Dor cervical: é caracterizada por dor e rigidez transitória na região entre o tronco e a cabeça e tem causas diversas. Costuma se manifestar mais em idosos, profissionais que executam atividades braçais ou que adotam vícios posturais.
Ao longo do dia, quantas vezes é preciso sentar, levantar, entrar e sair do carro, carregar sacolas pesadas ou pegar algum objeto que caiu no chão?
Todas essas ações têm como protagonista a coluna. E cada vez que são realizadas de forma incorreta, prejudicam a postura e, consequentemente, a coluna. Esse desgaste, somado durante anos, pode resultar em problemas como a escoliose.
Há alguns fatores de risco que colaboram para causar dores na coluna:
  • Excesso de peso
    É o maior inimigo da coluna. Como explica o dr. Goldenberg em seu livro, ao aumentar 10 quilos do peso adequado, o risco para a coluna aumenta em 25%.
  • Sedentarismo
    A coluna agradece a prática de exercícios. Vários fatores fazem das atividades físicas grandes colaboradoras do corpo. Entre eles: fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da irrigação sanguínea das fibras musculares da região dorsal.
  • Carregar peso de forma excessiva
    Apoiar bolsas ou sacolas pesadas em um só lado do corpo pode agravar as dores na coluna.
  • Cigarro
    Tem substâncias que prejudicam a circulação sanguínea. A menor irrigação dos vasos nos discos vertebrais que protegem a coluna faz com que esses percam a maleabilidade. Como sua função é absorver os impactos que a coluna sofre no dia-a-dia, é como se ficássemos sem nosso “amortecedor” natural.
  • Idade
    É o único fator de risco que não pode ser alterado. As pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de sofrerem de dores na coluna. O que pode ser feito é desenvolver a consciência corporal ao longo da vida.
  • Falta de consciência corporal
    Saber como levantar da cadeira e da cama, como se sentar adequadamente, como se vestir e até escovar os dentes e cortar os alimentos fazem parte da consciência corporal.
  • Reeducação Postural
    Adotar hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, manter o peso adequado e não fumar colaboram para a saúde da coluna. Entretanto, boa parte das dores é causada por problemas de postura incorreta. Nesses casos, além dos hábitos saudáveis é preciso se valer da reedução postural.
Conheça as dicas dos especialistas em coluna do Einstein:
  • Sentar-se com conforto
    Apoie as costas no encosto da cadeira, de maneira que os joelhos fiquem acima do nível do quadril e os pés fiquem bem apoiados no chão. Se possível, use ainda apoio para os pés e prefira cadeiras com braços, pois não forçam a coluna e facilitam o ato de levantar.
  • Divisão de peso
    Na hora de carregar bolsas, malas e pacotes, divida os pesos igualmente nos dois lados do corpo. Levar tudo em um dos braços pode trazer complicações e dores na coluna.
  • Levantamento de objetos
    Para levantar qualquer objeto do chão, dobre os joelhos (fique de cócoras). Assim o peso será absorvido pelos músculos das pernas e não pela coluna vertebral. Jamais curve apenas as costas para alcançar e levantar qualquer objeto, mesmo os mais leves.
  • Entrar e sair do carro
    Tanto para entrar como para sair do automóvel fique sentado, gire as pernas e o tronco ao mesmo tempo (para dentro ao entrar; para fora ao sair do veículo). É importante evitar torcer as costas.
  • Máximo alcance
    Use banco ou escada sempre que o objeto estiver numa altura acima de sua cabeça. Nunca estique as pernas nem force a coluna para alcançar o que deseja.
  • Bem-vestido
    Vista as roupas sentado. Sua coluna agradece. Calçar meias e sapatos e mesmo vestir uma calça em pé, dobrando-se para frente, pode causar dores nas costas e na região lombar, devido à torção que a coluna precisa realizar.
  • Tratamentos
    É comum utilizar – e até abusar – de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares quando se trata de dores nas costas. Muitas vezes um desses medicamentos pode bastar para conter a dor. Entretanto, o indicado é sempre procurar um especialista: a dor pode esconder algum problema mais sério e, em todos os casos, descobrir sua origem é fundamental para evitar o agravamento da condição.
“As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar”, afirma Dr Marcelo Wajchenberg , ortopedista, traumatologista e médico do protocolo de coluna do Einstein.
Preocupados com o alto índice de limitações e incapacidades que as doenças da coluna podem trazer à população, o Einstein está implantando um projeto voltado às pessoas que chegam ao hospital com dores na coluna. “Queremos garantir que os pacientes saiam bem orientados daqui, sabendo o que é necessário fazer para que a dor não volte”, explica Silvia Ferraz, enfermeira do projeto.
Parte desse trabalho de conscientização será fazer com que as pessoas entendam a importância de não se contentar só em fazer a dor parar num momento de crise. “Muitos pacientes tomam um remédio e, ao melhorar, não voltam para fazer o tratamento, que em alguns casos requer o acompanhamento de equipes especializadas em coluna e reabilitação”, alerta Silvia.

Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/bem-estar-e-qualidade-de-vida/Paginas/dor-nas-costas.aspx

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mitos e Verdades sobre a Coluna Vertebral

Obs: Está postagem contém trechos retirados da internet, tem como objetivo responder algumas dúvidas de quem é acometido por dores na coluna.

Mitos e verdades sobre Coluna Vertebral

1º Praticar natação ajuda a corrigir escoliose?
Mito. A natação, por ser uma atividade simétrica, não pode colaborar na correção da curva escoliótica. Este exercício, além de trabalhar o fortalecimento muscular, promove o alongamento de forma equilibrada utilizando os dois lados com a mesma intensidade. Ao contrário do tratamento, que muitas vezes visa corrigir a escoliose com distribuições diferentes em cada lado da coluna, para equilibrar a cadeia cinética posterior. Além disso, algumas modalidades da natação, como borboleta e nado peito, podem prejudicar a coluna, gerando sobrecarga excessiva sobre a região. A natação como atividade física é excelente, mas não é um tratamento para a coluna, essa ideia surgiu (sem estudos) por volta da década de 80 quando a aeróbica de alto impacto (febre na época) andou fazendo diversas vítimas em consequência do impacto.

2º Cruzar as pernas pode prejudicar a coluna?
Verdade. Claro que o hábito de cruzar as pernas, para as mulheres, é uma posição confortável, além de elegante, porém, é preciso ficar atento para não abusar deste hábito e prejudicar a saúde. Ao cruzar as pernas, a coluna vertebral se desvia para a esquerda ou para a direita, devido o desequilíbrio da região pélvica. Outro problema que pode ser ocasionado por este costume, além de prejudicar o fluxo sanguíneo, é a escoliose (desvio da coluna vertebral no plano frontal).

3º Dormir no chão – ou num colchão duro – é bom para as costas?
Mito. A rigidez poderá agravar, ainda mais, a contratura muscular. Durante uma provável crise de dor nas costas, a pessoa deve repousar em seu próprio colchão, podendo deitar-se de lado, com um travesseiro entre as pernas. O colchão ideal deve ter a resistência de acordo com o peso da pessoa.

4º Cirurgia é a única saída para acabar com a hérnia de disco?
Mito. Hérnias de disco representam uma causa comum de dor nas costas. Mas não é a única. Ao identificar uma hérnia de disco, o médico, neurocirurgião, deve estar atento para outros problemas na coluna que podem acompanhar essa condição. Desta forma, pesa na decisão do médico a associação com outras alterações e como elas se traduzem clinicamente. Além disso, a decisão deve ser baseada mais no prejuízo que a doença traz para o paciente em termos de perda de horas de trabalho e lazer, limitações físicas para as atividades do dia-a-dia e perda na qualidade de vida e menos no resultado dos exames de imagem. Antes de ser submetido a cirurgia tenha certeza de que fez o tratamento conservador (sem cirurgia) indicado a seu caso, diversos estudos demonstram que a longo prazo o tratamento conservador é mais eficiente que a cirurgia.

5º Todos que sofrem de dor nas costas devem realizar uma ressonância magnética?
Mito. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% das pessoas sofrem ou sofrerão de dor nas costas pelo menos uma vez na vida. Entretanto, o primeiro passo para combater este mal é procurar um especialista e descobrir as causas para solucionar de vez este problema.

6º Estalar o pescoço com o movimento da cabeça faz mal à coluna?
Verdade. Apesar de esse hábito propiciar alívio para alguns nunca se deve fazer isso. Auto-estalar a coluna e o pescoço prejudica – e muito – suas articulações, além de causar, em alguns casos, dores de cabeça, zumbidos e vertigens. Esse procedimento só deve ser realizado por alguém que estudou para fazer isso.

7º Fumantes têm mais dores nas costas do que não fumantes?
Verdade. O cigarro, não faz bem a nenhuma parte do corpo humano, e em relação às costas, não poderia ser diferente. Os fumantes inalam mais substâncias tóxicas, sendo assim, prejudicam a circulação sanguínea no disco intervertebral, que pode causar mais dores na região.
8º Atletas não sofrem de dores na coluna?
Mito. A atividade física é fundamental para evitar problemas na coluna e como complemento do tratamento, mas a atividade física em nível de competição é prejudicial não só a coluna, mas a muitas outras partes do corpo.
9º Problemas de coluna não tem cura?
Mito. Muitos dos problemas de coluna são curáveis (origem muscular), porém, doenças degenerativas não tem cura, seja através de fisioterapia ou cirurgia, nenhum profissional pode garantir que algum procedimento seja 100% eficaz, existem muitos fatores que interferem na evolução do quadro do paciente. Onde a estrutura se degenerou o tratamento conservador associado a um programa de atividade física orientado e acompanhado de perto é uma excelente opção, mesmo que não haja cura o tratamento especializado dá ao paciente uma boa qualidade de vida evitando crises e amenizando a intensidade das dores no caso do aparecimento de crises.
Os problemas de coluna crescem a cada dia, acometendo mais de 80% da população mundial, sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho, internações e aposentadorias precoces. Apesar de existir tratamentos eficazes para esse mal, algumas mudanças de hábito devem ser adotadas, por melhor que seja o tratamento (conservador ou cirúrgico), se não houver mudanças no estilo de vida dos pacientes recidivas (novas crises) sempre aparecerão: Ficar atento à postura, não permanecer longos períodos numa mesma posição, não levantar peso, praticar uma atividade física adequada para seu caso em particular, perder peso, ter uma alimentação saudável, não fumar, conhecer seu problema, a informação é uma grande aliada no tratamento.
Um dos grande problemas na eficiência do tratamento é que as pessoas querem melhorar mas não querem deixar de fazer o que faziam antes.

Dr. Marcelo Renato Massahud Junior
Fisioterapeuta
CREFITO 4: 6044F
Pós Graduado em Osteopatia
Mestrando em Ciencias Aplicadas à Saúde
Formação em Maitland
Formação em Técnicas Posturais
Formação em Quiropraxia Clínica
Formação Internacional em Posturologia
Formação em Kinesiotape Neuro Muscular
Professor do Curso de Fisioterapia da UNIVÁS – Pouso Alegre

www.colunasemdor.net